A proposta de regulamentar a atividade profissional de Marketing vem gerando controvérsias com o mercado publicitário. O Projeto de Lei – 1226, encabeçado pelo deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO), voltou a tramitar no Congresso e depende agora de um parecer do relator deputado Filipe Pereira (PSC-RJ). A proposta recupera o antigo PL – 6293, levantado pelo então deputado Eduardo Paes (PSDB-RJ), cuja idéia é de tornar obrigatória a formação acadêmica para atuação no ramo, a não ser que o profissional atue no setor há no mínimo cinco anos.
Desde que surgiu em 2005, o projeto causou discussão acalorada em vista de temas polêmicos. A parte que incomoda a alguns profissionais de agências são artigos que incluem na nova regulamentação de Marketing funções específicas e natas do publicitário como criação e redação de textos voltados para campanhas.
Na opinião do publicitário da agência Liga Design, Rodolfo Nascimento, é preciso separar as especificidades de cada profissão, apesar da semelhança existente. “Os setores são complementares. O Marketing tem funções mais complexas como uma estratégia e plano para o cliente, mas precisa da agência para fazer a produção da ação a ser divulgada”, comenta.
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O gasto com propagandas online nos Estados Unidos atingiu quase 10 bilhões de dólares no primeiro semestre de 2007, um recorde e 27 por cento maior que no mesmo período do ano passado. O números do Interactive Advertising Bureau (IAB) e da PricewaterhouseCoopers enfatizaram a rapidez com que os gastos de marketing estão se elevando na Internet, geralmente com os mesmos custos dos anúncios tradicionais de jornais ou rádio. “O forte crescimento nas receitas com propaganda interativa continua e esses resultados não surpreendem, mas são muito bem-vindos”, disse o presidente-executivo do IAB, Randall Rothenberg, em comunicado.
A receita do segundo trimestre cresceu 25 por cento em relação ao ano anterior, para o recorde trimestral de 5,1 bilhões de dólares.
“Os anunciantes reconhecem o crescimento contínuo na audiência online e tentam atingi-la”, disse Pete Petrusky, diretor de entretenimento, mídia e práticas comunicativas da PricewaterhouseCoopers.
Uma conseqüência natural desse boom nas empresas de mídia e tecnologia é que muitas estão montando seus negócios de propaganda online, particularmente através de aquisições.
Para citar as mais recentes, o Google concordou em pagar 3,1 bilhões de dólares pela empresa de anúncios online DoubleClick, e a Microsoft comprou a empresa de propagandas em Web aQuantive Inc. por 6 bilhões de dólares.
Jean-Philippe Courtois, chefe da Microsoft International, disse esta semana que o mercado de propaganda na Internet crescia entre 15 e 20 por cento mundialmente, enquanto o setor de propaganda como um todo aumentava apenas de 2 a 3 por cento.
Paul Thomasch – Reuters





